A Tensão Hermenêutica na Tradução Bíblica
uma análise comparativa entre a Equivalência Formal e a Equivalência Dinâmica na Língua Portuguesa
Palavras-chave:
Tradutologia Bíblica, Equivalência Formal, Equivalência Dinâmica, Eugene Nida, Linguística Aplicada, HermenêuticaResumo
O presente artigo analisa as complexidades teóricas, linguísticas e teológicas que circundam o ato de traduzir os textos sagrados judaico-cristãos para a língua portuguesa contemporânea. Centrando-se no debate metodológico estabelecido na segunda metade do século XX por Eugene Nida, o trabalho estabelece um confronto analítico entre os modelos de Equivalência Formal (ou correspondência palavra por palavra) e Equivalência Dinâmica/Funcional (ou correspondência sentido por sentido). Investigam-se as raízes históricas da tradução da Vulgata Latina por Jerônimo e os esforços pioneiros de João Ferreira de Almeida. Por meio de uma metodologia comparativa, o artigo examina versículos específicos do Antigo Testamento (Hebraico) e do Novo Testamento (Grego Koiné), demonstrando como as escolhas tradutórias impactam diretamente a exegese, a recepção eclesial e a acessibilidade cultural do texto. Conclui-se que ambos os métodos possuem valia epistemológica distinta, configurando ferramentas complementares, e não excludentes, na transmissão do depósito da fé e da literatura bíblica.