A construção de sentido em parábolas agrícolas
interface entre linguística cognitiva e hermenêutica bíblica
Palavras-chave:
Parábolas, Marcos 4, Linguística Cognitiva, Reino de DeusResumo
Este trabalho investiga como duas parábolas agrícolas de Marcos 4 constroem o sentido do Reino de Deus por meio de mecanismos cognitivos de conceptualização. Partindo do pressuposto da Linguística Cognitiva de que a linguagem se fundamenta na experiência corporal e cultural do homem, analisamos como metáforas conceituais e frames agrícolas estruturam o ensino parabólico de Jesus. Considera-se que as parábolas utilizam elementos familiares aos ouvintes palestinos, de modo que o mundo conhecido do campo serve como ponte para a revelação de uma realidade divina que ultrapassa a experiência humana. A pesquisa também dialoga com os estudos teológicos sobre parábolas, sobretudo a crítica de Joachim Jeremias à alegorização e a defesa de interpretações ancoradas no contexto históricocultural de Jesus. A partir disso, analisamos duas parábolas apresentadas em Marcos 4 — a semente que cresce por si só e o grão de mostarda — entendidas como uma unidade temática integrada que revela o avanço surpreendente e triunfante do Reino. O estudo demonstra que essas parábolas formam uma rede interdependente de significados, na qual cada narrativa reforça e amplia a compreensão teológica do Reino. Os resultados demonstram que a articulação entre Linguística Cognitiva e estudos teológicos pode oferecer subsídios para uma análise aprofundada do discurso parabólico e de seus mecanismos internos de construção de sentido.
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- 2026-04-24 (2)
- 2025-12-26 (1)