A produção teológica de Atanásio em copta e a igreja de Alexandria
propostas de interpretação
Palavras-chave:
Atanásio de Alexandria, Cristianismo Egípcio, Copta, Antiguidade Tardia, Igreja de AlexandriaResumo
Este artigo analisa a produção teológica e pastoral de Atanásio de Alexandria a partir de sua inserção no cristianismo egípcio da Antiguidade Tardia, com especial atenção à circulação e recepção de seus escritos em língua copta. Partindo de uma revisão historiográfica sobre as origens e a pluralidade do cristianismo no Egito, a pesquisa demonstra que a atuação de Atanásio não pode ser reduzida às controvérsias cristológicas do século IV, mas deve ser compreendida no interior de um processo mais amplo de consolidação institucional, disciplinar e espiritual da Igreja de Alexandria. A pesquisa examina a centralização episcopal, os conflitos com arianos e melecianos e o papel dos sínodos como instrumentos de unidade e autoridade. Em diálogo com a crítica filológica de Louis Lefort e com as leituras contemporâneas de David Brakke e David M. Gwynn, o artigo evidencia a existência da relação entre a pastoral, o episcopado alexandrino e o monaquismo egípcio, na qual o discurso de Atanásio é assimilado, reformulado e transmitido no ambiente copta. As produções coptas, as Cartas Festais e a Vida de Antão são interpretadas como dispositivos teológicos e pedagógicos que articulam ortodoxia, ascese e disciplina eclesial. Conclui-se que Atanásio deve ser compreendido como um mediador entre teologia, pastoral copta e poder institucional, cuja pastoral contribuiu decisivamente para a formação de uma identidade cristã egípcia coesa no século IV.
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