O TEATRO NA TERCEIRA IDADE
ENVELHECER COM VOZ,CORPO E HUMANIDADE
Palabras clave:
Teatro, Terceira idade, Envelhecimento, EspiritualidadeResumen
Este artigo propõe reflexão humanista sobre o teatro na terceira idade como prática restauradora de corpo, memória e dignidade humana. O objetivo é analisar como o palco geriátrico promove saúde emocional, vínculos comunitários e resgate da experiência vital, combatendo invisibilidade social. A metodologia é uma abordagem qualitativa-reflexiva articulando revisão bibliográfica —Boal, Chekhov, logoterapia frankliana— com evidências empíricas nacionais sobre práticas cênicas geriátricas. Introduz-se o contexto brasileiro de envelhecimento acelerado, onde o teatro contrapõe-se à narrativa de declínio através de reconexão somática, exercícios respiratórios e improvisos libertam histórias silenciadas. A seção Cena Viva demonstra capacidade única de integrar corpo real, voz e imaginação, acolhendo marcas do tempo como potência expressiva. Na dimensão espiritual, o ensaio revela-se espaço de sentido existencial onde espiritualidade brota da presença plena e encontro autêntico, não de rituais formais. A religiosidade subjetiva, experiência interna de fé, exterioriza-se em catarse performática, transformando o palco em liturgia laica de autodescoberta e pertencimento. A pesquisa conclui que o teatro geriátrico transcende recreação, configurando-se como resistência civilizatória contra descartabilidade da velhice, articulando fenomenologia cênica e neurociência, posiciona-se como cuidado integral que reescreve envelhecimento como apogeu da sabedoria encarnada. Mais que atividade lúdica, revela-se espaço sagrado onde toda existência afirma direito à voz, movimento e humanidade plena, propondo-se como política pública essencial à dignidade intergeracional.