A ESPIRITUALIDADE COMO FATOR DE RESERVA COGNITIVA E PROMOÇÃO DO ENVELHECIMENTO ATIVO
UMA REVISÃO DOS MECANISMOS NEUROCOGNITIVOS E PREVENTIVOS
Palavras-chave:
espiritualid, reserva cognitiva, envelhecimento ativo, neuroplasticidade, neuroproteçãoResumo
O envelhecimento populacional global desafia políticas de saúde públicas a promoverem qualidade de vida além da mera longevidade enquanto populações idosas crescem exponencialmente. Objetivo: Analisar a espiritualidade como fator de reserva cognitiva e catalisador do envelhecimento ativo, elucidando seus mecanismos neurocognitivos e preventivos que sustentam funcionalidade cerebral e bem-estar existencial na terceira idade. Metodologia: Revisão bibliográfica qualitativa com abordagem fenomenológica-reflexiva que examinou estudos recentes das bases SciELO, PubMed e Scopus nas áreas de gerontologia, psicologia, neurociência, filosofia e saúde coletiva, priorizando pesquisas que articulam espiritualidade com neuroplasticidade e resiliência psicossocial. Resultados: Espiritualidade, distinta da religiosidade institucional, atua como reserva cognitiva ao reduzir estresse fisiológico crônico (cortisol), fortalecer neuroplasticidade através de práticas meditativas e ampliar conectividade cerebral em regiões pré-frontais e límbicas. Promove envelhecimento ativo por meio de participação social contínua, resiliência emocional frente a perdas e aceitação serena da finitude, com dados demográficos brasileiros (IBGE 2024) evidenciando que 15,6% da população já possui 60+ anos, reforçando urgência local para intervenções integrativas. Conclusão: Práticas espirituais funcionam como escudo neuroprotetor que integra dimensões biopsicossociais e espirituais, demandando incorporação sistemática em protocolos geriátricos para assistência humanizada e digna.