A ARQUITETURA DA LONGEVIDADE
INTEGRANDO POLÍTICAS PÚBLICAS E ESPIRITUALIDADE NA BUSCA POR SENTIDO
Palabras clave:
Longevidade, Espiritualidade, Políticas Públicas, Sentido da VidaResumen
O aumento da expectativa de vida no Brasil exige políticas públicas que integrem não apenas dimensões econômicas e sanitárias, mas também existenciais. Falar de espiritualidade nas políticas públicas é falar de humanidade no planejamento social. Este estudo reflete sobre a importância da espiritualidade como dimensão essencial para uma longevidade com sentido, articulando aspectos humanos, sociais e éticos das políticas voltadas ao envelhecimento. Foi realizada uma revisão bibliográfica em três bases de dados (Scielo, PubMed e Scopus) sobre espiritualidade, longevidade e políticas públicas, cobrindo publicações de 2000 a 2025. Também foram analisados documentos da Organização Mundial da Saúde e do Ministério da Saúde. A fundamentação teórica baseia-se em Sen, que discute a liberdade como capacidade de escolha, e em Neri e Cachioni, que abordam a velhice bem-sucedida. Estudos recentes evidenciam correlações positivas entre espiritualidade, bem-estar e saúde mental em idosos. A teoria do sentido da vida de Viktor Frankl também fundamenta a discussão sobre envelhecimento saudável. A revisão mostrou que a maioria das estratégias de envelhecimento privilegia indicadores biomédicos, negligenciando dimensões simbólicas e afetivas que sustentam o desejo de viver. Experiências como Universidades Abertas à Terceira Idade mostram que o sentido coletivo, o aprendizado e o vínculo promovem saúde e pertencimento. Os resultados apontam lacunas: não há incorporação sistemática da dimensão espiritual nas políticas de envelhecimento brasileiras. O estudo sugere criar indicadores de bem-estar espiritual em pesquisas de qualidade de vida, desenvolver instrumentos de avaliação validados para o contexto nacional e formar profissionais sensíveis à diversidade religiosa e à laicidade do Estado. Conclui-se que uma longevidade plena requer não apenas extensão de anos, mas sentido e conexão, sustentados por políticas que reconheçam a espiritualidade como força promotora de saúde, solidariedade e propósito coletivo.