A MORTE COMO TABU CONTEMPORÂNEO

REPRESENTAÇÕES SOCIAIS E A NEGAÇÃO DA FINITUDE

Autores

  • Janaine Vasconcelos Faculdade Batista do Rio de Janeiro Autor
  • Valtair Afonso Miranda Faculdade Batista do Rio de Janeiro Autor

Resumo

A negação moderna da morte, embora busque minimizar a dor, compromete a capacidade de encontrar sentido tanto na vida quanto em seu fim. Este artigo apresenta como a morte é percebida e vivenciada nas sociedades contemporâneas, analisando as transformações culturais que moldaram essa relação. Partindo do conceito de “morte interdita”, de Philippe Ariès (2012), discute-se como a modernidade deslocou a morte da esfera pública para o espaço privado, tornando-a um tabu. Por meio do conceito de “representações sociais”, de Roger Chartier (1991), o texto examina como práticas culturais e simbólicas moldam as percepções e atitude da vida cotidiana. A análise interdisciplinar integra ainda as críticas de Byung-Chul Han (2022) à modernidade tardia, que busca “matar a morte” ao neutralizar sua negatividade e esvaziar o morrer de significados existenciais. Por meio de uma revisão bibliográfica que dialoga com as obras de Ariès, Chartier e Han, o artigo propõe uma integração da morte como parte do ciclo existencial, sem negá-la ou instrumentalizá-la.

Downloads

Os dados de download ainda não estão disponíveis.

Biografia do Autor

  • Janaine Vasconcelos, Faculdade Batista do Rio de Janeiro

    Mestranda em Cognição e Linguagem (UENF); Pós-graduada em História do Cristianismo e do Pensamento Cristão (FABAT); Graduada em Teologia (FABAT). Professora da FABAT.

  • Valtair Afonso Miranda, Faculdade Batista do Rio de Janeiro

    Doutor em História (UFRJ); Doutor em Ciências da Religião (UMESP); Mestre em Ciências da Religião (UMESP); Mestre em Teologia (FABAT); graduado e licenciado em História (UNIVERSO); graduado em Teologia (FABAT). Professor na UENF/FABAT.

Downloads

Publicado

2025-07-29

Como Citar

A MORTE COMO TABU CONTEMPORÂNEO: REPRESENTAÇÕES SOCIAIS E A NEGAÇÃO DA FINITUDE. (2025). Teológica, 1(12). https://revistas.seminariodosul.com.br/index.php/teologica/article/view/204